BrasilcomZ - Nunca seremos - Uma voz de resistência e indignação

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Morpheus me oferece duas pílulas. Com a vermelha acordarei amanhã e tudo estará do mesmo jeito.
Pizza, omelete de queijo, meu time do coração campeão de futebol.
Com a azul verei a realidade diz ele.
A azul me abrirá os olhos para a senciência da consciência.
Verei o mundo como ele é realmente.
Faço a minha opção.
Uma azul, outra vermelha. Eu aceito aquela que vai me libertar e mostrar o que realmente está acontecendo.
Após tomar a pílula azul ligo a TV e vejo que pessoas estão ficando doentes e morrendo por conta de um novo velho vírus que não se sabe bem ao certo como apareceu ou reapareceu.
Também vejo que temos um presidente não muito culto, mas isso não é um grande problema.

Brasil Matrix

Noto que ele foi eleito por uma artimanha de um juíz que encarcerou o candidato que liderava as pesquisas à época.
Para minha surpresa, esse juíz agora faz parte do governo que ele ajudou a eleger e ninguém acha isso errado.
As mortes pela velha nova doença se acumulam aos milharem e o inculto diz que é apenas uma “gripezinha, um resfriadinho”.
Os problemas políticos também se sucedem e o país não está muito unido.
Alguns de amarelo, outros de preto.
Continuo a ver a TV e as notícias não melhoram. Neste momento mostram as falcatruas dos filhos do inculto.
Um filho com suas rachadinhas em salários alheios, outro gerencia um tal gabinete do ódio com fake news e o terceiro tenta ser embaixador nos Estados Unidos sem ao menos falar corretamente a língua inglesa.
O apresentador do principal noticiário noturno da maior rede de comunicação do país demonstra que os números da fatídica doença continuam a progredir e repassa que estamos sem um ministro da saúde.
Estarrecido fico sabendo que foram trocados dois ministros da Saúde durante o surto clínico.
Parece um pesadelo.
Os escândalos prosperam em velocidade geométrica e vertiginosa.
Um amigo da família do mandatário que estava desaparecido reaparece. Um advogado celestial, um anjo o estava escondendo primeiramente no litoral sul , Guarujá e depois na cidade de Atibaia. Me lembro que foram os mesmos locais que aquele juíz do governo usou para encarcerar o candidato líder nas pesquisas antes da eleição.
O mundo dá voltas.
Sim, o mundo da voltas pois ele é esférico e não plano.
Custei a acreditar que após a eleição do inculto, pipocaram teorias que o mundo era parecido a uma pizza.
Nunca imaginei isso.
Vejo um repórter perguntar ao inculto sobre o número de mortos e ele responde : “E daí”.
Outro repórter o questiona sobre o mesmo tema e ele com aspecto nervoso : “Não sou coveiro, tá”.
Ainda tenho tempo de vê-lo ofendendo outros jornalistas em uma espécie de curral onde adoradores do Mito se aglomeram para saudar seu líder supremo. Uma espécie de culto onde a razão inexiste.
Me canso da TV e saio as ruas. Os médicos dizem que temos que usar máscaras de proteção.
Claro que sigo a recomendação. Começo a observar que muitas pessoas não utilizam e dizem não acreditar que exista tal doença.
Vejo uma pessoa reclamando sem máscara e ela diz: o mito não usa, porque eu deveria usar.
Começo a ficar desesperado com tal situação.
Um grupo de pessoas se manifesta contra o inculto e a cada hora vemos mais escândalos acontecendo.
Um som estridente começa a ficar cada vez mais alto e desperto em um solavanco assustado.
Olho para o calendário e vejo que estamos em 2005.
Ufa !!! O velho clichê do sonho pesadelo.
Abro o meu Motorola V3 e constato que ninguém me ligou.
Penso em mandar um e-mail para um cliente avisando que estou a caminho da reunião.
Vou me trocar e em dúvida entre duas camisas.
Uma vermelha e outra azul.
O sonho me passa pela cabeça em pensamento e escolho a vermelha.

Melhor continuar na Matrix.

E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará — Jo 8:32

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